Poupança Na Produção de Energia para que não falte Água aos Liboetas
Nos dias que passam, imagens como a albufeira de Castelo de Bode são autênticos oásis. Principalmente, quando a paragem anterior foi a Escola Profissional de Desenvolvimento Rural de Abrantes (EPDRA), cuja barragem para uso interno está praticamente sem água e a terra em volta seca sem poder receber sementes.
Antecipando um verão difícil e um outono também seco, a EDP começou a gerir o uso das suas albufeiras "prudentemente" logo desde o início da primavera. "Sacrificamos a exploração de energia para garantir água para o consumo humano", explica Vítor Silva, responsável pelas centrais hídricas da EDP. Em Castelo de Bode a produção elétrica está agora reduzida ao mínimo estabelecido nos acordos os rios ibéricos - 3 hectómetros cúbicos (ou seja, três milhões de metros cúbicos) por semana.
É desta albufeira do Zêzere que sai água para a EPAL, empresa de distribuição em Lisboa. Como esta há outras que sustentam a água nas torneiras de milhões de portugueses. Está garantido que não faltará água nas torneiras. Embora, os responsáveis da EDP não escondam a apreensão no caso de este inverno voltar a ser de seca.